O Homem Velho Sentado de Ferdinand Hodler
O homem velho
dobra a estrada
olha tudo
vê o nada
O homem velho
declina-se do vento
- sempre
à margem -
da eternidade – passa
Às oito horas e vinte de uma manhã
sem dentes
O homem velho se debruça da sacada
Acorrenta-se ao sol
Agarra-se no azul
E desfia as nuvens como novelos
(a barba branca de Deus)
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